Entre a chuva e o sol ardente
Vai e vem um vento que os afaga,
Tanto ao tempo como á gente
Um dia mais, e tudo se irá junto
Dos polos que se refutam,
Aos elementos que se concordam
Dos filhos que lutam,
Aos amores que transbordam
Tudo é como nada,
E o nada é tão pouco! Como o tudo
Guardo nas costas as mãos crispadas
E na boca o alfabeto mudo
Retornarão atrás as marés; uma última vez
No tom de fim de tarde rosa
E o calar de meu propósito, contudo
Que é o da mente tenebrosa, e olhar agudo
Dever-se-á ao sol que se pôe ao fundo
João Luciano
16-06-2016

Sem comentários:
Enviar um comentário