Subitamente
me veem os caminhos
ao limiar da conceção humana
Não busco nada, são já vizinhos,
Como antigos azevinhos
que enfeitam, as paredes de minha religião
ao limiar da conceção humana
Não busco nada, são já vizinhos,
Como antigos azevinhos
que enfeitam, as paredes de minha religião
Ungidos
arvoredos, sagrados de outrora
Renasceram em segredos
Para iluminar minha hora
Plantas de folhas lustrosas que me vestem
cintilantes bagas vermelhas suspensas
Renasceram em segredos
Para iluminar minha hora
Plantas de folhas lustrosas que me vestem
cintilantes bagas vermelhas suspensas
Tremulante superfície, que nada mais é
Cintilante, a casca de Minh ‘alma
Ó essência de humano ser!
Que fazes tu para te fazeres ver?
Senão vestir-te de um parecer
Cintilante, a casca de Minh ‘alma
Ó essência de humano ser!
Que fazes tu para te fazeres ver?
Senão vestir-te de um parecer
Se és isto ou aquilo, sê-o então, pois
Não navegues demasiado a barca
Não divagues pelos mares do "ser" ou "estar"
Quem somos nós senão a farsa
Em tentativa de se decifrar?
Não navegues demasiado a barca
Não divagues pelos mares do "ser" ou "estar"
Quem somos nós senão a farsa
Em tentativa de se decifrar?
João Luciano
03-08-2016
03-08-2016

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