Se de paz é
apropriado falar (o autor acha que não), oxalá seja desta vez que, e após
denunciados os escandalosos acontecimentos, para que pior não seja dito do auto
proclamado qualquer coisa reino de deus, encabeçado pela sua rara avis de quem
as doiradas penas já se vão soltando,
esperemos que seja desta vez, dizíamos, que ao sono profundo se abandone de uma
vez o portentoso reino dos céus. Pode dizer-se, o problema é dos homens, não
dos céus, notação pertinente à qual com não menor grau de adequação se responderá,
ora também de homem eram os caminhos de josafá, quarto rei de judá, de quem o
reinado perdurou por vinte e cinco anos, com grande combate à idolatria por ter
quebrado ao firme golpe as mais rígidas estatuetas, conquistando depois edom e
executando reformas militares, políticas e religiosas, quando mais tarde,
repreendido pelo profeta jéu, por acreditar este serem os caminhos daquele de
aborrecimento ao Senhor, viu destruídos os navios que pelo ouro navegavam para
Társis, despedaçando-se assim ao meio caminho, não logrando proezas de maior,
faltará pois saber quem foi que os destruiu, se não está já mais do que evidente.
Sabe-se muito
de Deus, provavelmente mais do que ele sabe de nós, talvez isso explique o
porquê de na vida Dele nos metermos tanto e Ele nada na nossa.
Enfim, falemos do homem. Do Macedo. Ouvi
dizer que o mínimo que se pode exigir é um pedido de desculpas. Bem sei que às
palavras leva-as o vento, resta saber para onde este está soprando, se não é
por exemplo para a vastidão de uma eira despovoada ou para o manto infindável das
águas do atlântico, casos estes em que de nada serviriam as proferidas
justificações, falsas fossem ou verdadeiras, mais destino teriam as súplicas
iludidas ao Deus perene, que ao menos essas são sinceras e de coração aberto.
Tanta gente por
aí se vai ocupando do caso, até agora com os sucessos conhecidos, depois, mais tarde, com os meritórios
reconhecimentos. A mim, permita-se-me acrescentar, porquanto se o não fizer
desta forma creio que rebento. Com a quantidade de coisas que se têm feito em
nome do altíssimo senhor, temo que no final de contas, no fim dos dias,
consumado o derradeiro somatório, mais culpas no cartório tenha deus que o
diabo, esse realmente eterno perdedor, em nome de quem, que eu me lembre, não se
fez sangrar nem a mais microscópica centopeia.
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