Assim como qualquer português que se preze por sê-lo, bem sei sobre qual o mal do mundo.
Ter concedido Portugal maior espaço ao mar de sangue na bandeira é talvez a única esperança. Não. Sentido.
Quando Jesus morre, a Terra é um mar perfeitamente decifrável. De dentro dos peitos a promessa se ausenta e a dor propaga largo como o sangue da bandeira. O mundo está por conhecido.
Nenhum prelúdio bestial ou tão pouco qualquer sonata duradoura perdurou no tempo por ter nascido sob um raio de sol bonito.
Como muitos, sei bem sobre o mal do mundo.
As linhas de um texto, para Nietzsche, mais valem pelo sangue. De outra forma escrever é pouco. Pintar é nada. Comer é menos por não se ter fome. Viver, é uma estadia mal escolhida. Morrer é uma impossibilidade. É, no limite, e para o mal do mundo, uma coisa que só nos acontece uma vez, insólita. Por isso o mundo vai para mal, por isso a gente perdura na eternidade que demora a esperança. As pessoas se gastam na esperança. As pessoas se gastam.
Sujei a folha de sal. Foi um princípio para a vida.
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