a seara do latíbulo é desprovida de maquinetas; estende-se única, prazerosa, por mel leitoso.
e o profundo dos infernos, vasto por tudo quanto vastos são os homens, não aglomera gente às cavalitas, espaço há de sobejo, e calor humano.
não se compreende portanto o porquê de nos não lançarem brandos às eternidades, mesmo querendo nós.
afinal a dignidade é um souvenir de vender às pressas, é um adorno para as portinhas da geleira com que, mais tarde ou mais cedo, haveremos de prendar o alto ou o quarto do diabo: aqui tens, senhor meu, em memória de minha terra.
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