terça-feira, 25 de abril de 2017

Posse

Penso; Que mais que as sobras que me trazem
A mim me darão? Serão saldo de gente outra?
Cujas mãos lhes meti, e saquei, parte de mim contra
E que nada em mim, mais agora fazem...

Penso; Quem foi que aqui morou?
Em tempos da passada noite, cujos dias não vivi
E levou meu tronco... Ó, se levou! Que nem eu senti!
E aqui deixou, levemente uma brisa, que soprando, me desabou 

E no dia mais oco, derramando em sal, por olhos meus te verei
Sem saber como,  em cinzas de meio-tom sem cor 
E tu que vens... Deixarás um pouco...

E eu, que assim serei, vago de matiz alguma, a ti beijarei! 
Sem saber como, teus lábios tocarei, tuas asas de condor 
E tu que vens, a ti te copiarei meu amor...

Poss

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