Deixemos então, ao vento as palavras
Pois que todas elas são meio canto
E nossos cantares, são preces que almejam tanto
que nos versos faltantes, lhes cortam as quadras
E inutilmente, se diz quanto se pode
Pois só de palavra é o homem curto, desventurado...
Já que só depois da morte, é sabido amado
Aquele que de uma vida, fez a Ode
Ó palavras mudas! Vós que sois fachada
Vos fizemos de olhos sujos, com as mãos encharcadas
E os alfabetos vazios
Vós, palavras tantas! Fartas de um proveito
Quem foi que assim vos fez? Folhas de árvores truncadas
Cujos troncos são dois rios...
João Luciano
08-04-2017
Sem comentários:
Enviar um comentário