Ao rio, deitemos as mãos folgadas, nos cepos
Dos braços que contemos. É o mar aberto
Que se desenrola, pois que é lívida de mundo incerto
E esquálida a corrente, p'los seixos e p'los trepos
Quem nos abraça e nos recebe? Esse mar imenso...
Cujas primícias são dois beijos, de água e sal
E as margens dos desejos, como o mato jovial
Donde as mãos lhe estendemos, a esse mar extenso...
E pedimos perdão... Ó mundo este o nosso!
Que tanto nos faz querer. Seria melhor se mar fosse
Esta vida ansiosa...
Invade-nos por inteiro! Com esse teu rio remansado
E afaga-nos as pressas, como um manto que tapa
Esta dor dolorosa...
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