quinta-feira, 27 de abril de 2017

Epifania

Aqui, onde a noite mais se entranha, nós que mudos 
E da palavra pouca, p'los recantos nos guardemos 
E se perdidos, pois com vagar também sopremos... 
Pelo doce ócio estirados, num selim de veludos

Até que nos venha o verso... Ressuscitar!
Como candeia que se ascende só, morte num drama contada
Pela calada duma noite, num golpe de faca afiada 
À minh'alma e tua, esventrando, em silêncios e luar 

Chamemos-lhe a mãe nossa! Com seu nome mais altivo 
Donde nascem e brotam rimas e consonâncias 
Eloquentes extravagâncias...

Que assim não vem mais, se só num grito a clamamos
Desesperados tais; A vós, que os tenha a mansidão 
Pois que esperar é virtude, e nós que a tanto amamos 

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