Aqui, onde a noite mais se entranha, nós que mudos
E da palavra pouca, p'los recantos nos guardemos
E se perdidos, pois com vagar também sopremos...
Pelo doce ócio estirados, num selim de veludos
Até que nos venha o verso... Ressuscitar!
Como candeia que se ascende só, morte num drama contada
Pela calada duma noite, num golpe de faca afiada
À minh'alma e tua, esventrando, em silêncios e luar
Chamemos-lhe a mãe nossa! Com seu nome mais altivo
Donde nascem e brotam rimas e consonâncias
Eloquentes extravagâncias...
Que assim não vem mais, se só num grito a clamamos
Desesperados tais; A vós, que os tenha a mansidão
Pois que esperar é virtude, e nós que a tanto amamos 