sábado, 3 de setembro de 2016

Paremos o tempo

Paremos os três ponteiros,
numa alusão de murmúrio tórrido
Sussuremos!
    já ao tempo parco,
    insuficiente,
Todo o pesar do antigamente

Prás lamúrias ocupantes,
do instante diminuto
    Paremos o tempo,
    Doravante!
Que há do passado que era meu?

Paremos o tempo!
Enquanto há tempo...
 
Que se dobra a dor,
De casca dura
Á corrente de rio passante
Escapa-se o mar,
    Amargura...
Nem se vê o viajante


João Luciano
03-09-2016












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