quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Numa Mão

Numa mão...
Numa mão, de quem quer
O sopro de um som que ecoa
Se veem rastros de lassidão
Aqui e acolá...
Numa mão nua

Que a minha que vem à luz,
Numa alvorada bagunceira
É a pejar-se, que sorrateiramente
Se desvela ao sol recente

Vai vindo... Vai vendo...
Minha mão mol, desguarnecida
E o quebrado pulso de firmeza
Ao romper da veste envelhecida


João Luciano
15-09-2016


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