Ali à beira-rio, vão cheias as lezírias
Nas cercanias da cidade, imundos os charcos
Pelo céu que tanto traz, e só hoje alaga tanto,
o cais onde retumbam os barcos
É a nau que nos leva ao Terreiro do Paço
Assim é linda a Lisboa, ungida de pranto
O alto que se entorpece, as nuvens tom baço
Pelo chão esbarrando, o sol pouco. Que espanto!
Há ainda a periferia, lá no centro do engodo
Turvo manto daqui se vendo, finge ser sem que o seja
Já daqui o sol nascendo, é a Primavera que se arranja
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