Quando Maurício Meireles, homem feito, disse para mim as habituais frases que formam o preâmbulo de um ano que começa, (incluídas estavam aquelas de que todos, ao longo das curtinhas ou prolongadas vivências, temos vindo a tomar conhecimento) eu, simples rapazito e educado que sou, disse obrigado e igualmente. Mas mais um daqueles vultos realistas era o senhor com quem se principiou este texto, fora só nome inventado para a personificação de uma massa transversal que a todos tem cobrido. De entre as muitas frases-feitas que nesta altura se utilizam, aparece uma que, por razões não tão positivas, acaba presidindo por algum tempo na minha lembrança. Talvez na vossa também, espero. Ou senão que levante o dedo aquele que nunca ouviu o dito comum do "é uma página em branco", ou "é um novo começo". É sem o menor grau de pretensiosismo que me alegro de notar que tanto uma como outra são frases inócuas. Não acha senhor Maurício? Veja bem: Que quer dizer o senhor com página branca? Branca! E responda só a esta, porquanto se o fizer eu garanto que abro já o caderno que ali tenho, novinho em folha!
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