E esse é meu mar, rio que se esguia adonde
Escrito tenho, p'las ondas mares e marés
De sol posto; pensares; condados de terras e conde
E onde, com vagar o vento, vai trepando o convés
Assim me eis; sem que dado me tenha, nem eu
Que num batel ondulante que oscila, me sei
Imaginem! Que será viver assim? Feito ateu
E ter nas mãos a Vida, um ser fora-de-lei
Mais valia uma desgraça; uma nau esbarrando
No cais mais despejado, contra fragas e penedos
E que estilhaçasse por fim
Pois que nem vale a maior rota, se não a tem a razão
E há dias que nem o mar, nem a terra ou abegão
Se apoderam de mim
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