quinta-feira, 8 de junho de 2017

Tripulação, tribulação

E esse é meu mar, rio que se esguia adonde
Escrito tenho, p'las ondas mares e marés
De sol posto; pensares; condados de terras e conde 
E onde, com vagar o vento, vai trepando o convés

Assim me eis; sem que dado me tenha, nem eu 
Que num batel ondulante que oscila, me sei 
Imaginem! Que será viver assim? Feito ateu 
E ter nas mãos a Vida, um ser fora-de-lei 

Mais valia uma desgraça; uma nau esbarrando 
No cais mais despejado, contra fragas e penedos 
E que estilhaçasse por fim 

Pois que nem vale a maior rota, se não a tem a razão
E há dias que nem o mar, nem a terra ou abegão 
Se apoderam de mim 















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