Sopro de nós, é a lufada de vida
que passa, galgando as ombreiras segue
Turvado som se ouve, onomatopeia que faz bafo
Numa brisa de nossa boca
Ufff... Vai-se um dia, foi-se no horizonte
do mato o sol quente, ou no areal o mar
que o engole, silenciosamente
numa brisa de nossa boca
Se fazem os sóis inteiros, em lamento
de canseira, desesperando, o sopro
é o sopro de nós, a lufada da vida
O dia, é o que recolhe, uma vez mais
Sob o manto de um murmúrio se faz a sombra
Qual o dia de amanhã, qual a noite?
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